A nossa história

Criado em 18-07-2009 Atualizado em 16-03-2015 Escrito por Administrador

Segundo julgamos saber a Igreja de Corroios existe há mais de quinhentos anos.

Com o terramoto de 1755, caiu a primitiva igreja que já era sede de paróquia e tinha como orago Nossa Senhora da Graça, segundo a aprovação de D. Miguel de Castro, Arcebispo de Lisboa em 1570.

A comunidade era constituída por poucos habitantes o que originou a recuperação lenta do edifício da igreja. As obras somente terminaram no ano de 1760.

Por volta do ano de 1834 o país atravessa uma crise religiosa o que leva à extinção de algumas paróquias. Corroios passou por essa fase tendo o Cardeal Patriarca, de então, anexado a freguesia de Corroios à freguesia de Amora.

Em 1856 encontrava-se em ruínas a Igreja de Corroios e foi vendida tendo sido transformada em casa de habitação e durante vários anos passou por várias funções.

Em 1946 a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima "visita" a freguesia de Corroios o que originou um movimento da população para restauro da igreja, de tal forma que em 1957 já se celebrava missa neste local.

Em 1971 chegam à paróquia de Amora três padres Scalabrinianos (Missionários de S. Carlos). Destes um, Pe. António Benetti, encarregou-se da comunidade de Corroios.

Estes padres habitaram a partir de Dezembro de 1971, e pelo prazo de dois anos, em Corroios.

A primeira missa celebrada pelo Pe. António ocorreu em fins de Junho de 1971.

No principio a missa era celebrada apenas aos Domingos mas pouco a pouco passou a ser celebrada diariamente. A catequese realizava-se aos Sábados à tarde e aos Domingos de manhã. Com o número de pessoas a aumentar a 1ª Comunhão e a Profissão de Fé realizaram-se novamente em Corroios.

Em Vale de Milhaços (comunidade pertencente a esta paróquia) começou a haver catequese aos Sábados de tarde, em salas cedidas pela Escola Primária, e a seguir celebrava-se missa. Os catequistas, trazidos pelo padre, vinham da Cruz de Pau.

O Pe. António interessou-se também pela instrução religiosa das crianças das escolas, dando a aula de Religião e Moral.

13 de Outubro de 1974 foi dia de grande alegria para Corroios, S. Exa. Rev.ma o Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro decreta a reactivação da Paróquia, tendo sido nomeado pároco o Sr. Pe. António Benetti.

A congregação Scalabriniana não dispunha de missionários suficientes para o cuidado pastoral das duas paróquias pelo que os superiores desta congregação optaram por deixar a paróquia de Corroios.

Com a criação da Diocese de Setúbal, o novo Bispo, D. Manuel Martins estabelece um protocolo com a Província Portuguesa da Companhia de Jesus e entrega esta paróquia ao seu cuidado.

Foi proposto ao Bispo o Pe. Paulo Eufrásio, de 37 anos, natural da Freixianda, concelho de Ourém e ex-missionário em Moçambique, para o cuidado pastoral desta paróquia. O Pe. Paulo tomou posse, das suas novas funções, no dia 1 de Novembro de 1976.

A primeira preocupação do Pe. Paulo foi diligenciar o aluguer de um modesto apartamento que pudesse servir de casa paroquial, evitando a deslocação diária para a casa dos Jesuítas em Lisboa. Foi desta forma que surgiu a primeira residência paroquial de Corroios na Rua Cidade de Faro.

O Pe. Paulo deu continuidade ao trabalho desenvolvido pelo seu antecessor. A catequese, a preparação para os sacramentos, as visitas regulares às escolas primárias, o conselho pastoral, o escutismo, o apoio sócio-caritativo... foram algumas das actividades já estruturadas e que, com a ajuda de um grupo de leigos empenhados, o Pe. Paulo procurou incrementar.

Após prolongado retiro de revisão de vida, ouvido o parecer de superiores e director espiritual o Pe. Paulo Eufrásio tomou a decisão de pedir à Santa Sé a "redução ao estado laical".

Celebrou a última missa na igreja de Corroios no dia 29 de Junho de 1977, depois de "ter passado o testemunho" ao Rev. Pe. Norberto Lino (também Jesuíta e ex-missionário em Moçambique).

O Pe. Norberto José Lino nasceu a 31 de Maio de 1922 tendo sido ordenado presbítero, na Companhia de Jesus, com 33 anos.

A 31 de Junho de 1977 é nomeado pároco de Corroios, funções que exerceu até 21 de Novembro de 1997.

Em 1978, com a colaboração da Câmara Municipal do Seixal e Junta de Freguesia de Corroios, leva a cabo a construção das casas mortuárias. No ano de 1982 e graças à generosidade dos fieis e de alguns particulares foi possível ter inicio a ampliação da igreja, com sacristia, cartório, salão e salas de reunião, que até esta data era de um só corpo sem naves.

Foram criadas as comunidades católicas de Vale de Milhaços e Miratejo e o Pe. Lino empenhou-se na construção de dois novos templos, dedicados a S. João Baptista e à Sagrada Família respectivamente.

Devido a doença prolongada o Sr. Pe. Lino viu-se impedido de exercer o seu múnus pastoral tendo tido a paróquia de Corroios três Administradores Paroquiais, o Sr. Pe. José Marques Pinto (Jesuíta), o Sr. Pe. Ramiro Ferreira e o Sr. Pe. Júlio do Vale que viria a ser nomeado por S. Exa. Rev.ma o Sr. Bispo de Setúbal, D. Manuel Martins, pároco em 21 de Novembro de 1997.

 

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