A nossa história
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Segundo julgamos saber a Igreja de Corroios existe há mais de quinhentos anos. Com o terramoto de 1755, caiu a primitiva igreja que já era sede de paróquia e tinha como orago Nossa Senhora da Graça, segundo a aprovação de D. Miguel de Castro, Arcebispo de Lisboa em 1570. A comunidade era constituída por poucos habitantes o que originou a recuperação lenta do edifício da igreja. As obras somente terminaram no ano de 1760. Por volta do ano de 1834 o país atravessa uma crise religiosa o que leva à extinção de algumas paróquias. Corroios passou por essa fase tendo o Cardeal Patriarca, de então, anexado a freguesia de Corroios à freguesia de Amora. Em 1856 encontrava-se em ruínas a Igreja de Corroios e foi vendida tendo sido transformada em casa de habitação e durante vários anos passou por várias funções. Em 1946 a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima "visita" a freguesia de Corroios o que originou um movimento da Em 1971 chegam à paróquia de Amora três padres Scalabrinianos (Missionários de S. Carlos). Destes um, Pe. António Benetti, encarregou-se da comunidade de Corroios. Estes padres habitaram a partir de Dezembro de 1971, e pelo prazo de dois anos, em Corroios. A primeira missa celebrada pelo Pe. António ocorreu em fins de Junho de 1971. No principio a missa era celebrada apenas aos Domingos mas pouco a pouco passou a ser celebrada diariamente. A catequese realizava-se aos Sábados à tarde e aos Domingos de manhã. Com o número de pessoas a aumentar a 1ª Comunhão e a Profissão de Fé realizaram-se novamente em Corroios. Em Vale de Milhaços (comunidade pertencente a esta paróquia) começou a haver catequese aos Sábados de tarde, em salas cedidas pela Escola Primária, e a seguir celebrava-se missa. Os catequistas, trazidos pelo padre, vinham da Cruz de Pau. O Pe. António interessou-se também pela instrução religiosa das crianças das escolas, dando a aula de Religião e Moral.
A congregação Scalabriniana não dispunha de missionários suficientes para o cuidado pastoral das duas paróquias pelo que os superiores desta congregação optaram por deixar a paróquia de Corroios. Com a criação da Diocese de Setúbal, o novo Bispo, D. Manuel Martins estabelece um protocolo com a Província Portuguesa da Companhia de Jesus e entrega esta paróquia ao seu cuidado. Foi proposto ao Bispo o Pe. Paulo Eufrásio, de 37 anos, natural da Freixianda, concelho de Ourém e ex-missionário em Moçambique, para o cuidado pastoral desta paróquia. O Pe. Paulo tomou posse, das suas novas funções, no dia 1 de Novembro de 1976. A primeira preocupação do Pe. Paulo foi diligenciar o aluguer de um modesto apartamento que pudesse servir de casa O Pe. Paulo deu continuidade ao trabalho desenvolvido pelo seu antecessor. A catequese, a preparação para os sacramentos, as visitas regulares às escolas primárias, o conselho pastoral, o escutismo, o apoio sócio-caritativo... foram algumas das actividades já estruturadas e que, com a ajuda de um grupo de leigos empenhados, o Pe. Paulo procurou incrementar. Após prolongado retiro de revisão de vida, ouvido o parecer de superiores e director espiritual o Pe. Paulo Eufrásio tomou a decisão de pedir à Santa Sé a "redução ao estado laical". Celebrou a última missa na igreja de Corroios no dia 29 de Junho de 1977, depois de "ter passado o testemunho" ao Rev. Pe. Norberto Lino (também Jesuíta e ex-missionário em Moçambique).
A 31 de Junho de 1977 é nomeado pároco de Corroios, funções que exerceu até 21 de Novembro de 1997. Em 1978, com a colaboração da Câmara Municipal do Seixal e Junta de Freguesia de Corroios, leva a cabo a construção das casas mortuárias. No ano de 1982 e graças à generosidade dos fieis e de alguns particulares foi possível ter inicio a ampliação da igreja, com sacristia, cartório, salão e salas de reunião, que até esta data era de um só corpo sem naves. Foram criadas as comunidades católicas de Vale de Milhaços e Miratejo e o Pe. Lino empenhou-se na construção de dois novos templos, dedicados a S. João Baptista e à Sagrada Família respectivamente. Devido a doença prolongada o Sr. Pe. Lino viu-se impedido de exercer o seu múnus pastoral tendo tido a paróquia de Corroios três Administradores Paroquiais, o Sr. Pe. José Marques Pinto (Jesuíta), o Sr. Pe. Ramiro Ferreira e o Sr. Pe. Júlio do Vale que viria a ser nomeado por S. Exa. Rev.ma o Sr. Bispo de Setúbal, D. Manuel Martins, pároco em 21 de Novembro de 1997. |
















população para restauro da igreja, de tal forma que em 1957 já se celebrava missa neste local.
13 de Outubro de 1974 foi dia de grande alegria para Corroios, S. Exa. Rev.ma o Sr. Cardeal Patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro decreta a reactivação da Paróquia, tendo sido nomeado pároco o Sr. Pe. António Benetti.
paroquial, evitando a deslocação diária para a casa dos Jesuítas em Lisboa. Foi desta forma que surgiu a primeira residência paroquial de Corroios na Rua Cidade de Faro.
O Pe. Norberto José Lino nasceu a 31 de Maio de 1922 tendo sido ordenado presbítero, na Companhia de Jesus, com 33 anos.

